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A morte da rosa que renasceu

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Nasci da terra e virei um botão Depois floresci com emoção Vivi por um tempo a enfeitar A vida de quem quis me amar Depois eu fui envelhecendo Minha beleza foi se perdendo Já não era mais a jovem rosa De caule verde e formosa Tornei-me feia e idosa E um enfeite fora de moda Folhas secas e pétalas foscas Beijada apenas por moscas Até o tal beija-flor sumiu E nunca mais ninguém viu Cansada de servir sua casa Do jardim eu resolvi partir No desejo de poder voar E novamente poder sorrir Mas como sair dessa terra Se será uma grande guerra Me desenterrar daqui? Como faço pra entender Que para poder renascer Antes disso terei que morrer?

Disappear

Voar tal como pássaro no vento Viajar nesse mundo e no tempo Me entorpecer de coragem E num instante pegar a carruagem Do conto onde não existem fadas E desaparecer pela madrugada Rasgar meu coração ao meio E tornar o meu sorriso feio Me afastar e nunca mais voltar Da inconstância me aproximar Se a vida já foi muito ingrata Deixar para sempre intacta Uma história para não contar Um sorriso para não lembrar Mais uma lágrima para rolar Feridas para cicatrizar