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Mostrando postagens de setembro, 2012

Versos antigos

Quando se vai a cama, se tenta fechar os olhos, se tenta dormir e não consegue. Quando se sente o coração doendo e uma lágrima gelada rolando no rosto, Sabe-se que o outro, também está a chorar num leito de sofrimento. E um desespero invade a alma parecendo lhe rasgar a carne. Se tem a certeza de que o amor existe e é inexplicável. De tão intenso machuca e faz sangrar, de tão verdadeiro te faz soluçar,  De tão real lhe rouba a razão, lhe deixa sem ação, apenas ali inerte. Submetido ao seus caprichos, da pacionalidade da paixão. Aos fantasmas dos ciúmes que lhe ceifam a pureza, Trazendo a incerteza, gerada tão somente pela certeza, De que se ama demais.

Sonho real

Hoje eu sonhei contigo Um sonho bastante real. No sonho eu seguia teus passos Você tentava me despistar. Desviando do meu olhar, E fugindo desse meu amor. Tua sinceridade enorme, Veio e tirou o meu chão Mas como chama que apaga Como uma mão que afaga Você conseguiu me dar paz. Aquela que eu precisava, Pra não te querer nunca mais.

Sol do meio dia

Despertei já era muito tarde, O sol do meio dia brilhava. Ao ver o dia tão bonito. Transformei meu olhar em canção. O vento soprava suavemente Alegrando o meu coração. Quanto tempo eu não sentia Na pele tão boa sensação... Vento que sopra cantando, Brisa que me faz suspirar. Alegria no peito brotando, Enfeitando o meu despertar.

Rara inspiração

Como chuva que deságua na terra Brota no coração uma guerra, Aquela antiga e rara inspiração; Como perfume que sinto na rua, Do ipê amarelo que se espalha; Impregnando em meu coração. A canção ressoa delicada Enquanto eu freneticamente, O momento tento descrever. O relógio segue seu rumo E a vida não entra no rítmo Tentando me enlouquecer. Quando olho para mim cerejeira, Vejo minhas flores secas, Desejando renascer. E aquilo que se chama ser feliz Está tão distante de ser real. Talvez um desejo banal. Um sonho cristalizado Caminho em forma de labirinto, Um segredo bonito e suscinto.