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Mostrando postagens de setembro, 2011

Soneto da solidão

Vazio de uma noite quente Do coração triste e carente E uma alma desconsertada  De uma vida desencantada Os sonhos que se sonhou Tornam-se uma semi vida Algo que não materializou Uma aquarela descolorida E a brisa fresca não chega Para refrescar a minha dor Me derreto como manteiga Desabrocho como uma flor Nota: Licença poética!!! Era pra ser um soneto, mas não foi! Porém o título permanece!!! Trilha Sonora do dia: Norah Jones.

Sem alma

Na podridão do nosso mundo Tão lindo porém mal cheiroso Vivendo num vazio profundo Pessoas de caráter duvidoso Guardam o seu ser venenoso No fundo do interior imundo São seres que vieram pra terra Mas não conseguem ter a paz Fazendo de tudo uma guerra Que não termina nunca mais Seria tudo muito mais bonito Se existisse além do infinito Uma caixinha transparente Pra dar o amor de presente Pois os sentimentos fraternos Há tempos já se perderam Na solidão emudeceram Sozinhos no vazio eterno E nada muda nem melhora E o monstro vem e devora Aquelas sobras de bondade As migalhas da tal caridade E a tempestade não acalma Levando consigo a alma De quem mata a felicidade E alia-se com a maldade.

Haikai

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No coração a flecha No chão teu arco Missão cumprida

Tempo

O tempo na vida corre Enquanto dela escorre A seiva desperdiçada Jogadas nas calçadas Existem todos os dias Pessoas amarguradas Historias tristes e vazias De gente que se perdeu Esqueceram da fantasia Perderam o que era seu O relógio não pode parar Não há o que desperdiçar Cada minuto que passa Nossa vida se torna escassa Ela é rara e finita Pode não ser tão bonita Mas nem todo dia é assim Há dias em que tudo irrita Algumas noites esquisitas Mas a gente se socorre E remenda os pedaços Recolhe os estilhaços E o que é bom não morre Não se pode deixar morrer Não há mais tempo a perder Não deixe que a insanidade Tome conta de tudo que é você Não perca nenhum dia mais Pois a vida é aqui, é agora E se passar, não voltará jamais.

Ácido

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Som que corre na veia Onde a música faz a teia Tecida e entrelaçada Ritmada, bela e compassada A energia forte que irradia Alegria presente e nostalgia Mistura de doce e azedo Acidez e prazer sem medo. Trilha

Alarde

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Queima e faz um alarde A chama que aquece e arde Sensações inexplicáveis Desejos inexoráveis Sentimento que não dissipa Apenas se multiplica Tudo que sinto e vejo Acende o fogo num lampejo Vontade de se consumir Experimentar e se permitir Vivenciar o prazer de amar Unidos pelo mesmo olhar Nota: Pensando em alguém especial e ouvindo a música "The only exception" (Hayley Williams)

Calendário

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No calendário do meu coração Eu trago com grande afeição Cada momento ao seu lado Em mim eles estão guardados Os dias passam e as noites vem Cada dia o sentimento vai além Maior que eu poderia imaginar Bonito qual céu estrela e mar Sorrisos e olhares eternizados Tão bom ter você do meu lado Pois minha vida resplandece Toda vez que você aparece Transformando o meu viver Num ninho pro amor nascer Sorriso mais lindo do mundo Olhar mais intenso e profundo Pra sempre será seu o meu calor Como beijo do beija-flor na flor.

Anjo sangrando

Existe nesse mundo Tão vil e imundo Lágrimas rolando Um anjo sangrando Palavras cortantes No sorriso flamejante Daquela que apaga O riso que se propaga E se vai pelo vento O tal pensamento De que a vida é bela E as pessoas também Sofrimento não convém Mas entra pela janela Não sabe abrir as tramelas Que trancam nossas portas Mas quem se importa Com a dor que vem Veloz como um trem Massacrando o amor E o anjo vai sangrando E pinga aqui e pinga lá E o seu sangue pingando Um dia a ferida vai sarar. (?)

Rendas, babados e fendas

Observe como ficas linda Envolta em beleza infinda Rendas, babados e fendas Fazem que em mim acenda A chama do meu coração E logo transbordo de paixão Cantarolando vai pela senda Colhendo flores pelo chão E se revela por trás da renda Uma mulher cheia de emoção Os babados rodeiam o colo E as fendas a tua vã solidão Exibindo curvas suntuososas Perfeitas como verso e prosa Caminhando lá vai pela relva Um anjo de mulher virtuosa Singela como a flor do campo Tão intensa qual a rubra rosa Como água pura transparente Como fogo quente e ardente Menina mulher incandescente Sei o que passa em tua mente Posso ouvir a tua voz a ecoar Num lamento a me procurar Acalme no peito a tua febre Pois eis que chegará em breve O teu cavalheiro apaixonado Por ti feliz e deslumbrado Tornando tua vida um sonho Como noite de céu estrelado.