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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

No túnel

Do túnel o som vinha e ecoava, E o vento pra longe levava. Caminhei diminuindo o passo, Apreciando cada compasso. Me envolvi e me entreguei, E a música ali eu degustei. Viajei naquele momento... Quanta perfeição e talento, Jogados na rua ao relento. Sorrindo com olhar atento. Uma linda flauta na mão, E um chapéu no chão, Luz em forma de canção. De repente tudo parou! O barulho desapareceu... E o trânsito emudeceu, No túnel isso me aconteceu. Agradecida por aquele instante, De arte e beleza dançante, Deixei também minha moeda, Pra sempre lhe dizendo adeus. Postagem que estava guardadinha e inacabada desde 06/02/2012. Inspirada por um instante lindo que vivi no túnel do Largo da Ordem, onde um jovem alegrava docemente uma tarde exaustiva de muito sol e estresse com sua flauta transversal. Uma verdadeira viagem de paz em meio ao caos urbano. :)

Caminhando

Na solidão vejo que estou Rodeada de pessoas frias Sonhar já não me pertence As vezes eu me sinto vazia No abandono me encontro Na falta de solidariedade E vivo num confronto De amor e falta de sinceridade Na lama eu sinto que estou E quando me deito na cama Já nem sei mais quem sou Me sinto numa peça de drama Vou percorrendo meu caminho Chorando e andando sozinho Desejando errando e acertando Perdida mas ainda caminhando.

Rapunzel

Busquei lá no céu o brilho Da estrela mais distante Bonita como ladrilho Linda, esperta e cintilante Para presentear você Meu encantador amante Tentei escrever uma carta Os versos ficaram vazios Por conta do enorme frio Que outrora nos consumiu Me perdi nos pensamentos Recordando dos momentos Que já nos fizemos sorrir Quão doce são as lembranças Que nunca quero me despedir Me sinto como uma criança E me envolvo como na dança Num emaranhado de afeto Faz meu coração completo Depois de tanta lambança Refaço a minha loura trança Jogar-te-ei pela minha janela Eternamente a sua espera Agarre-se logo nesses fios E acabe com os calafrios Serei para sempre Rapunzel Tua abelhinha, teu favo de mel. Pra quem faz meu coração sorrir e chorar de tanto gostar! Pra quem me completa de uma forma que não sei explicar! Pra alguém que sabe quem. Pra você...  meu bem.

Haikai 3

Noite fria Solidão e saudade Arrependimento

O plano perfeito

Esqueça tudo que eu disse Rasgue as cartas e os cartões Não me espere mais no portão Não acredite nas tais mentiras Desse meu idiota coração Enganador e manipulador Me faz sofrer e sentir dor E se me diz que isso não é amor Não posso acreditar em mais nada Apenas na solidão a qual estou fadada Boba criança menina mimada Tão tola pensava ser amada Quando na verdade estava enganada Se o amor é uma flor que demora a nascer Por que sinto vontade de morrer? O aperto no peito é tão grande E o sentimento parece não caber? Se amar verdadeiramente é tão difícil Se este  não brota sem querer Pra que cultivar ao invés de deixar morrer? Porque é tarde pra tentar fazer murchar Já criou raízes e não se pode negar Mas pra tudo existe um jeito E um plano quase perfeito Reúna forças e estufe o peito Vá fundo e consume seu feito Corte essa "coisa" pela raiz E vá buscar o que te faz feliz.

Matador de amores

Depois de muitos dissabores Aprendi a matar os amores Um olhar cansado de dores Perde a vida e não vê cores Tudo se torna preto e branco O peito soluça em solavanco E não mais existe a alegria Em seu lugar apenas agonia O sorriso que ora brilhava De amor sorria e cantava Se desmonta e se esconde Pra que ninguém saiba onde O amor não terá meu endereço Até que me trate como mereço.

Cartão antigo

Pedaço de papel rasgado Cartão antigo e amassado Perfume no frasco parado Pétalas e coração rasgado As lembranças numa caixa Mas tudo nela se encaixa Carinho que foi petrificado Num tempo ali paralisado Com um cheiro de passado Bonito porém bem mofado Alegria que ficou pra trás Sorriso que não vejo mais Rua que nunca mais pisei Olhar que não mais terei Um amor desperdiçado O sonho do qual acordei No peito jaz enterrado O sentimento que matei.