Calada
Viajando em minhas lembranças Revivi algumas sensações. Quanta liberdade eu sentia No meu cantar desenfreado O mundo era pequeno pra nós. Meu coração deleitava-se E meu olhar brilhava. O som pairava em minha vida A música era meu alimento. Mas um dia tudo parou. A voz que soava calou. Minha boca travou. Quanta saudade eu sinto De quando eu era livre Dona do meu próprio som . Hoje me sinto aprisionada Com minha voz calada. E cantar tornou-se difícil Não posso mais como antes. Que bons tempos distantes. Do passado que está lá, Estacionado nele mesmo. A realidade é esta e agora. Não posso mudar, posso? Talvez transformar... Quem sabe me consolar. Persistir ou pra sempre emudecer.