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Mostrando postagens de outubro, 2012

Mal tempo

Vendo aquelas fotos o tempo parou. Por um instante me transportei, Ao passado estagnado em mim. Seus olhos me diziam coisas, Que só agora eu consigo ler. A saudade mais que tardia chegou, Depois que o vento pra longe te levou. Tempestades chegam do nada, E arrastam tudo o que as deixam levar. O mal tempo veio e eu não me preveni, Deixei o que era doce e verdadeiro partir.

Invasão

Tem dias que sei-lá. Dá uma vontade de não sei quê. Desejos estranhos invadem. Pensamentos tortos. Desespero avassalador.

Os Anjos dos Anjos

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E por quê será que estou chorando? A razão destas lágrimas que lavam meu rosto, Quais são? Existem motivos para que eu desmorone agora? Um coração que transborda de tristeza, Mas também de emoção. Esse sentimento que me toma tem nome, Amor. As razões pelas quais eu derramo o choro, No momento só tem o nada. (Eles) Um olhar arrebatador e uma cauda que sorri. Um amor incondicional e fora do comum. Anjos perambulando na terra. Um mundo de ódio e guerra. Onde eles não mereciam sofrer. A cada dia que passa, O ser (des) humano se supera. Supera sua própria indignidade, De receber um amor tão puro. Deus como eu desejo um lugar seguro, Onde seus anjos possam morar. Uma casinha simples, Mas que seja um lar. Que haja amor e carinho, Água, ração e cobertor quentinho. Peludinhos ou pelados, Saudáveis ou queimados. Eles enfeitam essa nossa terra, São o pouco do que resta de belo, De verdadeiro... de sincero. Deus como eu espero, O dia que a justiça chegue. Para que e...

A rotina

O tempo passou e eu continuo aqui, No mesmo lugar. Ainda sou aquela menina, Que ontem morria de paixão. Os dias se seguiram, A rotina se fez presente. Agora não me sinto contente. E o que me faz escrever Livre e enlouquecidamente, É este sentimento único Que minhas tantas linhas, Não conseguem explicar. Então me sinto perdida, Em sonho busco a saída. Não a encontro. Me perdi no labirinto. O coração pula. O rosto cora. As palavras somem. Angustias consomem. As mãos tremem e, As pernas tornam-se bambas. Quem sabe bobas.

Paraíso das Artes

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E como se o mundo fosse acabar, Não escrevo mais como antes. Desilusão de uma vida amarga, De surpresas surpreendentes. Mas por quê falar de dores, Se posso falar de amores. Se posso narrar estórias, Da vida cotidiana. De uma cidade alucinante, De um clima inconstante. Quantas imagens diárias, Daria um bom diário. Relatar seria impossível. Eu vejo sofrimento. Muitas injustiças. E pouca justiça. Mas também vejo belezas, Nas pessoas e na natureza. No ar do paraíso das artes, Respiro e me inspiro. Aspiro e suspiro talentos. Dos sons a passear. Música] Mãos a desenhar, criação. Artes Visuais] Faces a interpretar. Teatro] Corpos soltos no ar. Dança] Movimento encantador. A mágica que acontece. Cinema] A cura da alma ferida. Musicoterapia] O sorriso que transborda, Enfeita meu rosto tristonho. Que faz acreditar que os sonhos, São lindos e serão reais. Definitivamente, Amor.