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Mostrando postagens de outubro, 2011

Alegria furtiva

Sozinha eu vago pela vida Tão triste e descolorida Quando a noite vem certeira E eu não vejo uma clareira Que me guie pela rua Apenas sigo o brilho da lua Não há mais sentido aqui Se eu estou longe de ti Meus pés não caminham Apenas se aninham Solitários imóveis na cama Tomados de saudade insana Que mata sem me ferir Por eu não te ver sorrir Tão triste é o meu cantar Como lágrima a desaguar Sinto-me na melancolia Nessa madrugada vazia Tentando sentir teu cheiro Agarro-me ao travesseiro Na inútil busca olfativa De uma breve alegria furtiva.

À flor da pele

Tudo que sinto não sinto É exagero e eu não minto Admito os meus extremos E só te digo, amemos Sou uma poeta maluca Apaixonada e intensa Tanto que as vezes machuca A ansiedade é imensa É uma desordem sem fim Emoções à flor da pele Te quero perto de mim Sentimento que me fere Como espinho no jardim Tudo que quero não quero Apenas desejo demais Acredito, sinto e espero Que sonhos se tornam reais Mas sou tão exagerada As vezes sonho demais E em plena madrugada Me perco em devaneios Menina, mulher sem freios Não consigo me controlar Sou fera, macia e feroz Corro e não posso parar Persigo a vida com vontade Em busca da minha felicidade.

Poço

Lá no fundo do poço é onde estou Num buraco escuro e fedorento Nele está a vida que alguém roubou Felicidade que foi levada pelo vento Um monstro grosseiro e disfarçado É cruel demais e quase não aguento Ele suga minha seiva e me faz morrer Aos poucos me perfurando o corpo Vai matando a alegria pouco à pouco Ofuscando o brilho do meu olhar Todo dia uma lágrima ele faz rolar Ele é vil e não tem mais sentimento Creio que ferir é seu contentamento Mas ainda estou por aqui na luz Lá no poço escuro e nojento Vive a menina que se foi, a flor Machucada, peito rasgado de amor Lá ela ficou aprisionada na dor Mas o mundo não acaba assim Ainda resta uma certeza em mim Que a vida ainda será mais justa E que resistir e acreditar não custa Mesmo com tantas feridas expostas Ainda assim eu faço uma aposta De que ainda vou sorrir pra você Te mostrar que sou digna de amor E que tua ira não matou a flor Esfregar a minha paz na tua cara Pois a ferida dói, mas um dia sa...

Abismo

Quem sou eu além de uma canção de amor Quem sou além de um romantismo e dor Acho que nasci para ser apenas uma poesia As vezes completa e as vezes muito vazia... E nesse mundo tão grande e tão bonito Onde a vida é o grande mistério no infinito Quem há de me entender e um dia me amar Não sei dizer, nem prever e nem imaginar As vezes me sinto uma flor perdendo pétalas Deixando rastros de desilusões no caminho Machucando meus pés no próprio espinho Sinto dores que me rasgam corpo e alma E a ânsia pela felicidade que não se acalma Pobre o coração que de amores transborda Esperando para amarrar-se numa corda Que o prenda para sempre e no futuro Faça-o sentir-se amado e mais seguro Tirando-o deste vale de tristeza escuro Pede, grita, implora, ama e a ti suplica Por favor permita-me te dar o meu amor Não me transforme num arco-íris sem cor Não faça da vida um abismo de desamor Façamos dela um baú cheio de paz e calor

As estações do amor

Um dia era primavera Eu pensava quem me dera Ter alguém pra caminhar Entre as flores no pomar E logo chegou o verão E o calor no meu coração Sorrisos que se encontraram No carnaval se apaixonaram Foram dias e noites sorridentes Enquanto o sentimento existente Escondia-se  a espera do outono Pra te fazer de vez  o meu dono E enquanto as folhas secavam Os olhares que conversavam As mãos firmes, suadas e atadas E foram-se aquelas madrugadas E o inverno chegou congelante No peito um sorriso constante Uma saudade que crescia Um sentimento que  nascia  E  logo voltou a ser primavera Já não digo mais quem me dera Só vejo flores, cores, céu de giz Tenho você e agora sou mais feliz!