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Mostrando postagens de maio, 2012

Silenciar

Teu silêncio me emudece E meu amor padece. Tua voz que não soa, Me fere e magoa. O silenciar da canção Que toca meu coração. Versos mudos escrevo E com pesar prescrevo Não existir remédio, Capaz de matar o tédio, Instalado dentro de mim.

Renovação

Quero me vestir do vestido mais bonito E dar boas risadas, Tomando café e comendo pão. Respirar lentamente, E sorrir verdadeiramente. Correr pela rua, Brincar no parque de diversão. Como uma criança feliz Saltitar de felicidade e, Dar mais alegria Ao meu velho coração.

Reviravolta

Grita e chora, Clama e implora. Lágrimas e silêncio, Sofrimento interior. Lamentos de dor, Alívio do ardor. Tudo que vai volta, A dança do bate e volta. Eu fui, voltei, fui de volta. Voltei e dei meia volta. Pra nessa vida que me revolta, Fazer uma reviravolta.

Tirania

Assim caminha a tirania, seja noite ou seja dia. Pisando na grama, arrancando as flores. Espalhando a tristeza E semeando dores. Destruindo corações e matando amores.

Derradeiro

Sinto o cheiro da dor Da minha carne podre. Como um morto vivo, Há tempos nem vivo. Uma existência inútil E sempre a chorar. Por um motivo fútil, Estou a desmoronar. Um coração ferido Que deveria ter partido. Mais uma vez a fúria, Me traz esta lamúria. Uma vida de amargura, Triste e pra sempre escura.

Opostos

Sou água que corre levemente No riacho incansavelmente. Enquanto você a terra, Que desmorona e me soterra. Sou manhã de sol, Que brilha e ilumina. Você é a noite escura, A lua da minha loucura. Sou uma poesia, Cheia de fantasia. Você um poemeto, Solitário e obsoleto. Sou um braço de mar, Cheio de seres a nadar. Você o seco deserto, Belo sem ser descoberto.

Divagando

Pés que me controlam Que por si desenrolam À caminhadas distantes E das mais importantes. Meus pés são errantes Eles são aventureiros E me levam a divagar Pelo mundo a caminhar. Esses pés que eu tenho Com eles pois que venho Nessa vida viver e andar Hora firme e bruscamente Hora alegre delicadamente Caminhando e a saltitar Andando cuidadosamente Pra na felicidade, não pisar!!!

Sem inspiração

Sem inspiração peguei meu violão E instantaneamente fiz uma canção Sem inspiração peguei um papel E nele desenhei um lindo coração Sem inspiração eu tentei descrever Os sentimentos alojados em mim Sem inspiração peguei uma tela Retratei a vida da minha janela Um dia tão sem inspiração E coisas que não tem explicação!

Ao olhar pra trás

Quero viver um momento Pra não ter arrependimentos Quando os dias da velhice Baterem em minha porta Quero dizer que eu vivi Intensamente, que fui feliz Que soube aproveitar tudo Todas as coisas que pude Vivenciei paixões, amizades Momentos bons e marcantes E momentos difíceis também Que eu soube sim aceitá-los Aproveitei as oportunidades De estar com quem gostei De fazer feliz quem eu amei Que meus sonhos realizei Só assim eu descansarei.

A breve fuga da lua

Linda, encantadora e nua Lá foi ela fugindo, A dona Lua.

Admitir

Sinto minha alegria morta Fugindo pela porta Percebo que não acerto E tudo se torna incerto O futuro me acena e diz Menina quero ser feliz A felicidade percorre Caminhos tortuosos Ruas sujas esburacadas Sem asfalto e calçadas Estes são tão misteriosos Que não me atrevo pensar Nem ao menos imaginar Tenho medo de cair E a terra me consumir As vezes me sinto vazia Em outras um tanto fria Me resta agora admitir Estou me deixando sumir