Postagens

Mostrando postagens de 2012

Nos meus olhos

E se passa agora diante de mim O filme de uma história sem fim. Nos meus olhos ele está doendo Choro, grito e não entendo, Padeço de tamanha dor. E esta dor irradia por dentro Deslizando sobre o  meu amor.

Tapete de flores (e cores)

Caminhando apressadamente Na noite fria que se findava, Observei no chão que caminhava Um lindo tapete rosa, talvez lilás, De pétalas a perfumar o ar. Não pude ter certeza no escuro A luz da rua era só penumbra. Mas a beleza daquilo que vi Enquanto eu passava por ali Perdida em pensamentos noturnos, Me fez viajar por alguns segundos Em meus devaneios profundos, Lúdicos e alheios ao mundo. Primavera.]

Do fundo do mar

Imagem
Me deito, me levanto e me espanto. desperto] Onde foi que se perdeu o encanto? sumiu] Talvez perdido junto ao pranto, solitário] Que ela secou e guardou num canto. qualquer] No canto que ficou seu encanto. guardado] No cantar ela cantou pro canto, cantado] Canto que não cabe mais nada. apertado] O canto da sereia desencantada. lamento] Que não consegue mais (en) cantar, desencanto] E se afoga pouco a pouco no mar. martírio] Solitária ela não sabe mais nadar, fobia] Pede socorro apenas a susurrar. sem forças] O brilho ainda insiste em brilhar, intenso] Perdido naquele lindo olhar. sincero] A voz ainda insiste em não calar, teimosa] (En) canto doce do fundo do mar. amor.]

A menina que só tinha ninguém

E ela Desistiu de viver em paz, A vida foi amarga demais. Cansada sentada no chão, Chorava seu próprio caixão. Lavando a terra de lástima, Afogando seu pobre coração. Cobriu-se das mais belas flores, E pra sempre enterrou suas dores.

Espremedor

Espremedor que espreme a laranja, Que Espreme lima e espreme limão. Esprema e exprima a dor Do meu (ex) primido e espremido coração.

Mal tempo

Vendo aquelas fotos o tempo parou. Por um instante me transportei, Ao passado estagnado em mim. Seus olhos me diziam coisas, Que só agora eu consigo ler. A saudade mais que tardia chegou, Depois que o vento pra longe te levou. Tempestades chegam do nada, E arrastam tudo o que as deixam levar. O mal tempo veio e eu não me preveni, Deixei o que era doce e verdadeiro partir.

Invasão

Tem dias que sei-lá. Dá uma vontade de não sei quê. Desejos estranhos invadem. Pensamentos tortos. Desespero avassalador.

Os Anjos dos Anjos

Imagem
E por quê será que estou chorando? A razão destas lágrimas que lavam meu rosto, Quais são? Existem motivos para que eu desmorone agora? Um coração que transborda de tristeza, Mas também de emoção. Esse sentimento que me toma tem nome, Amor. As razões pelas quais eu derramo o choro, No momento só tem o nada. (Eles) Um olhar arrebatador e uma cauda que sorri. Um amor incondicional e fora do comum. Anjos perambulando na terra. Um mundo de ódio e guerra. Onde eles não mereciam sofrer. A cada dia que passa, O ser (des) humano se supera. Supera sua própria indignidade, De receber um amor tão puro. Deus como eu desejo um lugar seguro, Onde seus anjos possam morar. Uma casinha simples, Mas que seja um lar. Que haja amor e carinho, Água, ração e cobertor quentinho. Peludinhos ou pelados, Saudáveis ou queimados. Eles enfeitam essa nossa terra, São o pouco do que resta de belo, De verdadeiro... de sincero. Deus como eu espero, O dia que a justiça chegue. Para que e...

A rotina

O tempo passou e eu continuo aqui, No mesmo lugar. Ainda sou aquela menina, Que ontem morria de paixão. Os dias se seguiram, A rotina se fez presente. Agora não me sinto contente. E o que me faz escrever Livre e enlouquecidamente, É este sentimento único Que minhas tantas linhas, Não conseguem explicar. Então me sinto perdida, Em sonho busco a saída. Não a encontro. Me perdi no labirinto. O coração pula. O rosto cora. As palavras somem. Angustias consomem. As mãos tremem e, As pernas tornam-se bambas. Quem sabe bobas.

Paraíso das Artes

Imagem
E como se o mundo fosse acabar, Não escrevo mais como antes. Desilusão de uma vida amarga, De surpresas surpreendentes. Mas por quê falar de dores, Se posso falar de amores. Se posso narrar estórias, Da vida cotidiana. De uma cidade alucinante, De um clima inconstante. Quantas imagens diárias, Daria um bom diário. Relatar seria impossível. Eu vejo sofrimento. Muitas injustiças. E pouca justiça. Mas também vejo belezas, Nas pessoas e na natureza. No ar do paraíso das artes, Respiro e me inspiro. Aspiro e suspiro talentos. Dos sons a passear. Música] Mãos a desenhar, criação. Artes Visuais] Faces a interpretar. Teatro] Corpos soltos no ar. Dança] Movimento encantador. A mágica que acontece. Cinema] A cura da alma ferida. Musicoterapia] O sorriso que transborda, Enfeita meu rosto tristonho. Que faz acreditar que os sonhos, São lindos e serão reais. Definitivamente, Amor.

Versos antigos

Quando se vai a cama, se tenta fechar os olhos, se tenta dormir e não consegue. Quando se sente o coração doendo e uma lágrima gelada rolando no rosto, Sabe-se que o outro, também está a chorar num leito de sofrimento. E um desespero invade a alma parecendo lhe rasgar a carne. Se tem a certeza de que o amor existe e é inexplicável. De tão intenso machuca e faz sangrar, de tão verdadeiro te faz soluçar,  De tão real lhe rouba a razão, lhe deixa sem ação, apenas ali inerte. Submetido ao seus caprichos, da pacionalidade da paixão. Aos fantasmas dos ciúmes que lhe ceifam a pureza, Trazendo a incerteza, gerada tão somente pela certeza, De que se ama demais.

Sonho real

Hoje eu sonhei contigo Um sonho bastante real. No sonho eu seguia teus passos Você tentava me despistar. Desviando do meu olhar, E fugindo desse meu amor. Tua sinceridade enorme, Veio e tirou o meu chão Mas como chama que apaga Como uma mão que afaga Você conseguiu me dar paz. Aquela que eu precisava, Pra não te querer nunca mais.

Sol do meio dia

Despertei já era muito tarde, O sol do meio dia brilhava. Ao ver o dia tão bonito. Transformei meu olhar em canção. O vento soprava suavemente Alegrando o meu coração. Quanto tempo eu não sentia Na pele tão boa sensação... Vento que sopra cantando, Brisa que me faz suspirar. Alegria no peito brotando, Enfeitando o meu despertar.

Rara inspiração

Como chuva que deságua na terra Brota no coração uma guerra, Aquela antiga e rara inspiração; Como perfume que sinto na rua, Do ipê amarelo que se espalha; Impregnando em meu coração. A canção ressoa delicada Enquanto eu freneticamente, O momento tento descrever. O relógio segue seu rumo E a vida não entra no rítmo Tentando me enlouquecer. Quando olho para mim cerejeira, Vejo minhas flores secas, Desejando renascer. E aquilo que se chama ser feliz Está tão distante de ser real. Talvez um desejo banal. Um sonho cristalizado Caminho em forma de labirinto, Um segredo bonito e suscinto.

A morte da luz

Não quero que a luz entre no meu quarto, Do sol já me despedi. Se o pouco que eu queria fora desprezível, Qual o sentido de viver? Viver não é nada além do sofrer, Já sei que feliz nunca serei, Disseram-me, não muito tempo atrás. Então que diferença faz? Ficar ou deixar tudo pra trás? Hoje vou conhecer o terraço, Nunca o fiz, mas hoje eu faço. Vou ver a vida lá de cima, Bonita como quando era menina. Se eu tivesse asas hoje iria voar, Pra bem longe do mundo cantar. Desfrutando minha solidão, De todo meu esforço em vão.

Caneta e papel...

E aquilo que te consome, será amor ou será fome? Daquilo que nunca provou, Por isso não sabe o sabor. E isso que corrói bem no fundo do peito e agora sangra, Será tristeza ou um samba? Do batuque descompassado De um amor dilacerado. Se tua face não mostra carinho, Como posso ver isso sozinho? Me sinto uma criança perdida e pelas diferenças vencida. Onde vou me segurar, sem sua estrela a me guiar? De amar tanto te perdi. Por te amar tanto me perdi. Por querer a felicidade plena, Me reduzi e fiquei pequena. Pequena de tanta dor, Pequena pra tanto amor. Hoje só resta a dor, Que não cabe mais em mim. Enfim, o fim.

Insônia

Sinto-me absurdamente esperta, Quando deveria na coberta, Estar dormindo e sonhando Ou na cama carneirinhos contando. No entanto aqui estou eu, cantando. Meu corpo está cansado demais, Mesmo assim não desliga mais. Sinto-me inquieta, angustiada? Nem sei explicar bem isso. Mas sinto falta de alguma coisa, Ou seria a falta de alguém? Mas digo que meu aconchego Só ele é que pode me trazer sossego. Quando embaraçada nele, O sono vem, a paz me invade. No abraço quente da felicidade, De adormecer bem a vontade. Liberta das angústias e saudade, Envolta nesse amor de verdade.

Cobertor

Imagem
E assim se vai pelo ralo com destreza, Aquilo que um dia foi cheio de beleza. Como a água que escorre do banho, Como um pastor e seu rebanho, Insisto em manter tudo nos trilhos. Acabo por me encontrar sozinha, Na noite em pleno vazio. O dia se foi e chegou o frio. Meu cobertor não parece aquecer, Deve ser por nele ainda conter, Resíduos do que foi teu cheiro meu. Aquele perfume que exalava você. Nas fibras macias ainda existem, Aquelas partículas que insistem, Em me fazer desejar de ter. Quanta saudade eu sinto e pressinto. Que por longo tempo, ainda sentirei.

My secret place

Imagem
Se eu pudesse me esconder Num doce lugar secreto, Onde o incerto se torna concreto, Seria a vida mais fácil de viver? Fugir dos monstros de mim mesmo, Caminhar sem rumo e a esmo. Ouvir canções de melancolia, Escrever sobre amor e nostalgia. Ah.. no meu canto seria assim, Tudo de bom e nada ruim. Poder contemplar as estrelas, e compartilhar esta beleza. Apreciar calmamente a natureza, Sem pressa, sem não e temores. Poder rir e gritar a vontade, tornando surreal a realidade. Ah... que bom se fosse verdade. Se meu canto de fato existisse, Quem sabe não me deixaria triste. Gentil e cavalheiro o meu cantinho, Me faria feliz por seu carinho. O canto não existe, a fuga também não. O que existe é a vida real em construção. De dias de tristezas e incertezas, De desejos e muita confusão. E será que nesse mundo temos uma missão? Por vezes eu penso que sim, outras não. Mas só sei que objetivo a felicidade, Não somente a minha, mas a sua. E sonhos imensos me invadem, M...

Gotículas

Imagem
Deixo que a água flua até o rio, Ao qual deseja mesmo ir. Que ela escorra com força, E desague lentamente. Que lá essa água seja feliz, Livre e no abandono do mundo. Que deslize pelas pedras, Que lave alguns pés. Que mate alguma sede, Que seja útil ao ser. Que ela seja sábia no caminho, Ao qual navega sem querer ou por querer.] Que esta viagem fluvial, Seja algo bom e vital. Que no final das contas das gotas, Seja mesmo este seu destino. Unir-se ao rio da vida solitária, Ao qual aparentemente buscou.

Estranheza

Imagem
E por hora queria entender, por que é que me sinto assim. Uma onda de tristeza me invade, tornando minha noite tensa. Uma sensação esquisita, dentro de mim palpita. Sinto um nó na garganta E o choro sai sem molhar. O corpo se contrai Num ritmo desagradável. A vulnerabilidade rodeia-me, a intranquilidade também. Sinto meu coração bater, Pulsando e parando sem querer. Meus olhos levemente marejados, me dizem que querem ser fortes. As lágrimas estão detidas, não quero vê-las rolando de mim. E o sentimento estranho permanece. A sensação de isolamento persiste, e uma decepção insiste em bater. Por enquanto me resta aquietar esse meu coração idiota. Me obrigo a tentar relaxar, e esperar essa estranhez passar.

O Poeta

Imagem
C omo pôde criatura em vida A lguém morrer e reviver. R abiscando   seus escritos L oucamente a despertar O uço- te a escorregar S ua  pena no papel poetizar. D ivina sua poética R ica e pretensiosa. U m diamante singelo M ovido pela palavra e vigor M omentos de alegria e dor. O homem que foi e ficou N as vidas de quem recitou, D uas ou mais linhas de seu amor. D orme poeta que vive, E enche minha vida de vida. A ndante poeta também sou, N as tuas palavras me acho. D urmo e me torno poesia, R evigoro-me ao deleite A cometida de tua inspiração, D e tudo que me fez sentir E xpirando... leio e volto a sorrir.

Lágrimas secas

Percebo que ainda choro Me compreenda, imploro! Um sentimento estranho, me vem na hora do banho Como se as lágrimas fossem a água que se foi Esta água não volta mais. Posso entendê-las como lágrimas que não mais brotarão de mim. O sentimento estático permanece. De repente me tornei fria. O que outrora você fazia, não me causa mais dores. Sinto apenas um tédio. Como cidade sem prédio, sem graça e inovação. E posso dizer de coração, Que um alívio está a nascer. Espero um dia poder entender Teu jeito estranho de viver.

Calada

Viajando em minhas lembranças Revivi algumas sensações. Quanta liberdade eu sentia No meu cantar desenfreado O mundo era pequeno pra nós. Meu coração deleitava-se E meu olhar brilhava. O som pairava em minha vida A música era meu alimento. Mas um dia tudo parou. A voz que soava calou. Minha boca travou. Quanta saudade eu sinto De quando eu era livre Dona do meu próprio som . Hoje me sinto aprisionada Com minha voz calada. E cantar tornou-se difícil Não posso mais como antes. Que bons tempos distantes. Do passado que está lá, Estacionado nele mesmo. A realidade é esta e agora. Não posso mudar, posso? Talvez transformar... Quem sabe me consolar. Persistir ou pra sempre emudecer.

Brigadeiro

Imagem
Brigadeiro, doce formigueiro. Delícia feita com amor, Para servir de bandeja Na noite que se festeja, Esse lindo reencontrar! As lágrimas de saudade, Se vão renascendo amizade. Risos e cabeças cantantes Seres bonitos dançantes. Meninas, mulheres e música. Vinho, poesia e canção. O resultado dessa mistura, Uma enorme inspiração. O coração se alegra e saltita De alegria pula e grita, Pedindo para que se repita Mais uma vez esta noite, De suavidade e descontração!

Recitar

Imagem
Nos dias em que a dor me consome e,  Não posso cantar, Eis que ouço o meu coração,  Nossas canções cantarolar!! A música vive em mim, O som é meu companheiro, As poesias se auto recitam em minha mente,  Lindas e incansavelmente!

Flor do cafezal

Imagem
Quem diria então que um dia Dormindo sob o mesmo teto, Compartilhando as mesmas xícaras Tomando aquele café quentinho... Dividindo o mesmo cantinho Estaríamos eu e ela pelo caminho Fortalecendo laços de amizade, De vida e solidariedade. Quem diria o nosso destino Aquele que talvez pelo divino Foi escrito pra nos aproximar, Como encontro de areia e mar. Pensamentos, palavras e poemas Musicalidade e sensibilidade. Telepatia e sinceridade. Flor do cafezal radiante Linda e da vida uma amante. Querida irmã que não tive e tenho. Tão alegre como um lindo desejo. Para ti o presente que ofereço, É o laço que hoje somos nós. Um elo que nasceu do nada, Numa grande caixa de afinidades. Transformando-se pouco a pouco Numa sincera e delicada amizade! Dedico esta postagem para : Suélem Rosseto, minha querida amiga!! Parabéns pelo seu dia!!

Silenciar

Teu silêncio me emudece E meu amor padece. Tua voz que não soa, Me fere e magoa. O silenciar da canção Que toca meu coração. Versos mudos escrevo E com pesar prescrevo Não existir remédio, Capaz de matar o tédio, Instalado dentro de mim.

Renovação

Quero me vestir do vestido mais bonito E dar boas risadas, Tomando café e comendo pão. Respirar lentamente, E sorrir verdadeiramente. Correr pela rua, Brincar no parque de diversão. Como uma criança feliz Saltitar de felicidade e, Dar mais alegria Ao meu velho coração.

Reviravolta

Grita e chora, Clama e implora. Lágrimas e silêncio, Sofrimento interior. Lamentos de dor, Alívio do ardor. Tudo que vai volta, A dança do bate e volta. Eu fui, voltei, fui de volta. Voltei e dei meia volta. Pra nessa vida que me revolta, Fazer uma reviravolta.

Tirania

Assim caminha a tirania, seja noite ou seja dia. Pisando na grama, arrancando as flores. Espalhando a tristeza E semeando dores. Destruindo corações e matando amores.

Derradeiro

Sinto o cheiro da dor Da minha carne podre. Como um morto vivo, Há tempos nem vivo. Uma existência inútil E sempre a chorar. Por um motivo fútil, Estou a desmoronar. Um coração ferido Que deveria ter partido. Mais uma vez a fúria, Me traz esta lamúria. Uma vida de amargura, Triste e pra sempre escura.

Opostos

Sou água que corre levemente No riacho incansavelmente. Enquanto você a terra, Que desmorona e me soterra. Sou manhã de sol, Que brilha e ilumina. Você é a noite escura, A lua da minha loucura. Sou uma poesia, Cheia de fantasia. Você um poemeto, Solitário e obsoleto. Sou um braço de mar, Cheio de seres a nadar. Você o seco deserto, Belo sem ser descoberto.

Divagando

Pés que me controlam Que por si desenrolam À caminhadas distantes E das mais importantes. Meus pés são errantes Eles são aventureiros E me levam a divagar Pelo mundo a caminhar. Esses pés que eu tenho Com eles pois que venho Nessa vida viver e andar Hora firme e bruscamente Hora alegre delicadamente Caminhando e a saltitar Andando cuidadosamente Pra na felicidade, não pisar!!!

Sem inspiração

Sem inspiração peguei meu violão E instantaneamente fiz uma canção Sem inspiração peguei um papel E nele desenhei um lindo coração Sem inspiração eu tentei descrever Os sentimentos alojados em mim Sem inspiração peguei uma tela Retratei a vida da minha janela Um dia tão sem inspiração E coisas que não tem explicação!

Ao olhar pra trás

Quero viver um momento Pra não ter arrependimentos Quando os dias da velhice Baterem em minha porta Quero dizer que eu vivi Intensamente, que fui feliz Que soube aproveitar tudo Todas as coisas que pude Vivenciei paixões, amizades Momentos bons e marcantes E momentos difíceis também Que eu soube sim aceitá-los Aproveitei as oportunidades De estar com quem gostei De fazer feliz quem eu amei Que meus sonhos realizei Só assim eu descansarei.

A breve fuga da lua

Linda, encantadora e nua Lá foi ela fugindo, A dona Lua.

Admitir

Sinto minha alegria morta Fugindo pela porta Percebo que não acerto E tudo se torna incerto O futuro me acena e diz Menina quero ser feliz A felicidade percorre Caminhos tortuosos Ruas sujas esburacadas Sem asfalto e calçadas Estes são tão misteriosos Que não me atrevo pensar Nem ao menos imaginar Tenho medo de cair E a terra me consumir As vezes me sinto vazia Em outras um tanto fria Me resta agora admitir Estou me deixando sumir

A morte da rosa que renasceu

Imagem
Nasci da terra e virei um botão Depois floresci com emoção Vivi por um tempo a enfeitar A vida de quem quis me amar Depois eu fui envelhecendo Minha beleza foi se perdendo Já não era mais a jovem rosa De caule verde e formosa Tornei-me feia e idosa E um enfeite fora de moda Folhas secas e pétalas foscas Beijada apenas por moscas Até o tal beija-flor sumiu E nunca mais ninguém viu Cansada de servir sua casa Do jardim eu resolvi partir No desejo de poder voar E novamente poder sorrir Mas como sair dessa terra Se será uma grande guerra Me desenterrar daqui? Como faço pra entender Que para poder renascer Antes disso terei que morrer?

Disappear

Voar tal como pássaro no vento Viajar nesse mundo e no tempo Me entorpecer de coragem E num instante pegar a carruagem Do conto onde não existem fadas E desaparecer pela madrugada Rasgar meu coração ao meio E tornar o meu sorriso feio Me afastar e nunca mais voltar Da inconstância me aproximar Se a vida já foi muito ingrata Deixar para sempre intacta Uma história para não contar Um sorriso para não lembrar Mais uma lágrima para rolar Feridas para cicatrizar

Grito

O outono havia chegado Calmante invadiu a noite E naquele dia bonito A noite se ouviu o grito Do amor a agonizar Estendido no chão estava Com fome ele definhava Seu rosto me agoniava Eu de desgosto chorava O Amor me disse sofrido Que hoje havia partido Mais um filho seu Mais um romance falido Outra história que morreu

Império

E assim o príncipe me disse Ainda antes que partisse Que pensara em ir embora Para não deixar-me triste Caiu o mundo nesta hora E o céu perdeu a cor lá fora O desejo em mim resiste E o meu sentimento insiste Em querer tal rapaz por perto Tal clama pela chuva o deserto Como pede o beija flor a flor Como implora o coração amor Raízes saem de dentro de mim Numa ramificação meio sem fim Palavras não conseguem traduzir A dor de pensar em vê-lo partir E se existem na vida mistérios Eis que levo isso muito a sério Construístes em mim um império Cravejado de pedras maciças Um pomar de frutas bonitas Horta verde cheia de hortaliças Um jardim de flores coloridas Que cheiram a paixão e a vida Que faz de mim essa tal mulher Que ainda para sempre te quer Errando mas tentando acertar O caminho do prazer de amar

Tão somente mulher

Imagem
Doce como o mel Amarga como fel Exibe com orgulho Seu olhar vitorioso De quem alcançou o céu Do rosto tira seu véu Aquele que cobre a pureza Descobrindo sua beleza Amável e intensa por natureza As vezes é presa ou presa! Mostra suas garras e bravura As vezes sucumbindo à loucura Nos seus dias de mulher Ela quer fazer o que quiser Mas quando tudo se aquieta Ela retorna e completa A felicidade de seu escolhido Com um beijo atrevido Um jogar de cabelos Guerra de travesseiros Lágrimas de emoção São a voz do seu coração Que é amigo e amante Que é sincero e errante Um ser sábio o bastante Mas nem sempre constante Anjo em forma de humano Um rio que vira um oceano Uma nuvem, o céu e o sol Um grito... suspiro, um farol A junção de tudo que quiser O resultado daquilo que fizer A dádiva de um dia ter nascido Linda e tão somente mulher!! Homenagem ao dia Internacional da Mulher!!! :)

No túnel

Do túnel o som vinha e ecoava, E o vento pra longe levava. Caminhei diminuindo o passo, Apreciando cada compasso. Me envolvi e me entreguei, E a música ali eu degustei. Viajei naquele momento... Quanta perfeição e talento, Jogados na rua ao relento. Sorrindo com olhar atento. Uma linda flauta na mão, E um chapéu no chão, Luz em forma de canção. De repente tudo parou! O barulho desapareceu... E o trânsito emudeceu, No túnel isso me aconteceu. Agradecida por aquele instante, De arte e beleza dançante, Deixei também minha moeda, Pra sempre lhe dizendo adeus. Postagem que estava guardadinha e inacabada desde 06/02/2012. Inspirada por um instante lindo que vivi no túnel do Largo da Ordem, onde um jovem alegrava docemente uma tarde exaustiva de muito sol e estresse com sua flauta transversal. Uma verdadeira viagem de paz em meio ao caos urbano. :)

Caminhando

Na solidão vejo que estou Rodeada de pessoas frias Sonhar já não me pertence As vezes eu me sinto vazia No abandono me encontro Na falta de solidariedade E vivo num confronto De amor e falta de sinceridade Na lama eu sinto que estou E quando me deito na cama Já nem sei mais quem sou Me sinto numa peça de drama Vou percorrendo meu caminho Chorando e andando sozinho Desejando errando e acertando Perdida mas ainda caminhando.

Rapunzel

Busquei lá no céu o brilho Da estrela mais distante Bonita como ladrilho Linda, esperta e cintilante Para presentear você Meu encantador amante Tentei escrever uma carta Os versos ficaram vazios Por conta do enorme frio Que outrora nos consumiu Me perdi nos pensamentos Recordando dos momentos Que já nos fizemos sorrir Quão doce são as lembranças Que nunca quero me despedir Me sinto como uma criança E me envolvo como na dança Num emaranhado de afeto Faz meu coração completo Depois de tanta lambança Refaço a minha loura trança Jogar-te-ei pela minha janela Eternamente a sua espera Agarre-se logo nesses fios E acabe com os calafrios Serei para sempre Rapunzel Tua abelhinha, teu favo de mel. Pra quem faz meu coração sorrir e chorar de tanto gostar! Pra quem me completa de uma forma que não sei explicar! Pra alguém que sabe quem. Pra você...  meu bem.

Haikai 3

Noite fria Solidão e saudade Arrependimento

O plano perfeito

Esqueça tudo que eu disse Rasgue as cartas e os cartões Não me espere mais no portão Não acredite nas tais mentiras Desse meu idiota coração Enganador e manipulador Me faz sofrer e sentir dor E se me diz que isso não é amor Não posso acreditar em mais nada Apenas na solidão a qual estou fadada Boba criança menina mimada Tão tola pensava ser amada Quando na verdade estava enganada Se o amor é uma flor que demora a nascer Por que sinto vontade de morrer? O aperto no peito é tão grande E o sentimento parece não caber? Se amar verdadeiramente é tão difícil Se este  não brota sem querer Pra que cultivar ao invés de deixar morrer? Porque é tarde pra tentar fazer murchar Já criou raízes e não se pode negar Mas pra tudo existe um jeito E um plano quase perfeito Reúna forças e estufe o peito Vá fundo e consume seu feito Corte essa "coisa" pela raiz E vá buscar o que te faz feliz.

Matador de amores

Depois de muitos dissabores Aprendi a matar os amores Um olhar cansado de dores Perde a vida e não vê cores Tudo se torna preto e branco O peito soluça em solavanco E não mais existe a alegria Em seu lugar apenas agonia O sorriso que ora brilhava De amor sorria e cantava Se desmonta e se esconde Pra que ninguém saiba onde O amor não terá meu endereço Até que me trate como mereço.

Cartão antigo

Pedaço de papel rasgado Cartão antigo e amassado Perfume no frasco parado Pétalas e coração rasgado As lembranças numa caixa Mas tudo nela se encaixa Carinho que foi petrificado Num tempo ali paralisado Com um cheiro de passado Bonito porém bem mofado Alegria que ficou pra trás Sorriso que não vejo mais Rua que nunca mais pisei Olhar que não mais terei Um amor desperdiçado O sonho do qual acordei No peito jaz enterrado O sentimento que matei.

Cartas - Despedida

Prezado senhor meu amor Venho através desta informar Que comprei uma passagem Pra onde a vida me levar Constato que existe em mim Uma grande náusea amorosa Me sinto meio desesperada E sinto dizer que mais nada Que fizer me fará permanecer Pois prefiro a despedida Que a dor de enlouquecer De amar e ser desprezada De querer e não ser querida De sorrir e não ser retribuída Não quero ser destruída Por um sentimento infinito Que me faz sofrer de tão bonito Já é tarde e arrumei as malas Deixei uma foto nossa na sala Das poucas que fizemos Dos momentos que tivemos Estou partindo bem agora Enquanto ainda é noite lá fora Quero ver o dia novo amanhecer Longe de tudo que me faz sofrer Busco a felicidade que não tive Que você não soube oferecer Jogou minha paixão no vento Ignorou os meus sentimentos Eu espero nunca mais te ver Pois o que mais quero é esquecer Do amor que não fez por merecer. Da série: Cartas

Cartas - Milhas de amor

Milhas e milhas caminhei Para chegar aonde estou E desfrutar desta existência E vivenciar o que sonhei Mas apenas hoje eu percebi Que minha infinita paciência Espera um pouco mais de ti Meu corpo exala o perfume De uma rosa apaixonada E escrevo cartas de amor Solitária pela madrugada Preciso tanto ser amada Como um ser feito de poesia Necessito ser alimentada De carinho e sorrisos de alegria Do contrário a alma entristece E eu me torno uma caixa vazia Bonita, estampada e fechada Esperando ser preenchida Desejando me sentir querida Para prolongar a existência Do amor, a doce essência da vida. Postagem inspirada em cartas de amor. Pretendo fazer uma série: Cartas. Vamos ver se outras virão e melhores que esta!!!

Milagre

Quando me sinto fraca E no coração uma faca Do desespero perfura Levando-me à loucura Meu espírito te procura Pedindo pela cura Da vida à desabar Da ferida à latejar Quando feliz, agradeço E jamais me esqueço Sem ti não sou alguém Sou apenas ninguém No meu íntimo peço E a noite me despeço No silêncio da prece Que dorme e agradece Por viver mais um dia Mesmo triste e vazia Pois acredito no milagre Que a luz nunca se apague.

Viver e morrer

O que se pode fazer quando um furacão toma conta de tudo e fere seu coração? Vida que já foi  feliz o que foi que eu fiz? Perguntas tantas tomam conta da cabeça E vou dizer antes que eu me esqueça Que eu vivo a questionar a razão disso Se eu tivesse tomado um chá de sumisso Quem sabe tudo seria muito diferente... Existe nesse mundo tanto tipo de gente Por quê eu não posso ser do jeito que sou? Incomoda tanto minha existência banal? Não sei e só sei que é bem doído viver Se pensa que talvez fosse melhor morrer... O que fizeram de mim ou o que eu fiz? Meu sorriso não é mais como era antes Meu corpo vive sofrendo triste e errante Tropeço em cada moita que vejo e choro E nessas lágrimas na verdade eu imploro Me tire desse buraco infinito e escuro Mostre-me uma luz para meu futuro Me dê forças para tentar sair dele Se sou má ensine-me a me redimir Se sou boa deixe que transpareça Mas por favor me ajude a dormir E imploro que nunca me esqueça Quero poder segurar ...

Lúdico

Numa surpreendente noite amena De lua nem grande nem pequena Eis que aqui eu escrevo um poema Acreditando que não mais se tema Falar do amor em forma de canção Para guardar no fundo do coração Um sentimento que já foi dolorido E hoje é como um jardim florido Eternizando o seu lindo colorido Cristalizado na primavera eterna Será lembrado de forma terna Para sempre sua essência lúdica Nessa vida soará como música Repleto de belezas indescritíveis De platônicos momentos incríveis.

Farta

Estou farta de maldade Farta da falta de amor É triste ver a humanidade Aprisionada no medo e na dor No meu corpo existem cicatrizes Profundas feitas pelos deslizes Daqueles a quem amei de coração Meu peito sangra agora Pessoas más me rondam lá fora Mas não posso deixar de sair Preciso correr o risco agora E olhar nos olhos de quem me ferir Bocas que falam de Deus Mas nunca a ele alguma delas conheceu Falar da bondade e não fazer É pior que morrer sem conhecer Meu estômago fica embrulhado Quando vejo isso do meu lado Quanta falta de humildade Quanto excesso de vaidade Nesse mundo que nascemos iguais Separados por ridículos padrões sociais Quanta tolice nessa terra de ninguém Tanta prepotência E tanta falta de benevolência Eu queria gritar agora E colocar tudo pra fora Mas choro aqui dentro de mim Esperando um bom final no fim Lágrimas ainda são minha saída Pra tentar lavar as feridas da vida.